



9 de janeiro.
Segunda-feira, manhã de tempo agradável para (re)iniciar uma viagem... embarcamos a bagagem, abraçamos os parentes, a Cris chora, e lá vamos nós. Paro numa loja de motocicletas para comprar um novo par de luvas e dois pares de polainas impermeáveis para os sapatos. Desta vez estou levando um galão de 5l com gasolina de reserva para evitar surpresas desagradáveis. No posto de gasolina à saída da cidade procuro me informar de um caminho alternativo para o trecho Mal. Rondon/Guairá, que foi o pior na viagem de vinda, e descubro que NÃO EXISTE ALTERNATIVA. Oro para que não sejamos revistados em nenhum posto da Receita Federal (por causa do notebook) e dou uma checada nos documentos... mais uma surpresa (terrível), a minha CNH está vencida desde 15 de dezembro!!! Viajei todo este tempo com a carteira vencida... Agradeço a Deus por não ter sido abordado nem uma vez e peço que em Sua misericórdia permaneça assim.
Uns 5km depois, dois policiais rodoviários... frio na barriga...eles abordam o carro que vai na frente, passo sem problemas, agradeço a Deus e dou uma buzinadinha simpática para os policiais, simulo uma continência e sigo em frente aliviado.
Este trecho da viagem havia sido percorrido à noite, agora podemos apreciar a paisagem. São muitos quilômetros margeando o lago artificial formado pela barragem da usina de Itaipu, na margem foram criados alguns balneários onde as pessoas (por um preço módico) podem acampar e aproveitar as delícias de praias artificiais muito limpas e conservadas. Decidimos parar no balneário de Entre Rios, almoçamos e ficamos umas duas ou três horas brincando na água e relaxando. Conheço o Washington. Junto com sua mulher ele está observando o Black Trekker e me mostra um álbum de fotos do seu ...triciclo... Ele também é “triciclista”, mora em Campo Grande e me conta que só não veio no seu triciclo por que não conseguiu documentá-lo em tempo, mas que está planejando uma aventura destas também. Retomamos a estrada, passamos a via crucis do trecho esburacado e chegamos a Guíra às 7:30, que no horário de verão nos dá a visão de um belo pôr-do-sol na travessia da ponte, pena que as fotos não prestaram. Chegamos a Mundo Novo às 8:00 e de cara fomos recebidos pelo Robson do Hotel Alvorada que fica na frente do hotel (a rodovia cruza a cidade e o hotel é o primeiro por onde se passa) munido de um apito chamando os candidatos a hóspede com gestos de guarda de trânsito. Negociamos o preço e o quarto ali mesmo na rua e ele nos indica o estacionamento onde fiará o “Black”. Depois de instalados vamos dar uma volta a pé pela cidade, jantamos num restaurante na calçada da rua principal e voltamos pro hotel pra dormir.

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