fevereiro 20, 2006



Alunos do 1ºJ, noturno, em 20/02/2006



Alunos do 1ªI, noturno, em20/02/2006




Alunos do 1ºH, noturno

fevereiro 19, 2006




- Mãe to indo lá no Gória,vai ter uma apresentação dos pára-quedistas.
Era plena semana da asa e eu tinha sete para oito anos, ouvira falar que no cine Glória haveria uma apresentação de algo que eu imaginava seriam os pára-quedistas. Saí de casa com aquela expectativa infantil e minha fantasia aeronáutica que eu tinha desde nem sei quando e quando cheguei no Glória que era bem perto de casa, nada... ninguém nem para me dar uma explicação. Meio sem destino rumei para a Praça de Esportes, que era outra referência de minha infância, e, ao me aproximar de lá vejo uma intensa movimentação de pessoas e carros. Caminhões do Exército paravam para embarque de pessoas e em seguida partiam lotados, eu fui me chegando curioso e acabei encontrando um amiguinho de escola que me disse que os pára-quedistas e a Esquadrilha da Fumaça iam se apresentar no aeroporto. O Exército estava transportando quem quisesse assistir e sem pensar em mais nada pulamos para dentro de um daqueles caminhões para a primeira aventura de minha vida. (Em 1963, e em Bagé no RS, era impensável que um menino de oito anos incompletos pudesse tomar uma atitude dessas.)
O vento no rosto, a sensação de liberdade, a viagem de OITO QUILÔMETROS, só aquele menino podia entender toda a emoção e excitação e, francamente, é muito difícil descrever com palavras, de modo que vou deixar para sua imaginação...
O aeroporto Cmte. Kraemer naquela época ainda não era pavimentado nem tinha cercas de proteção, os aviões estavam todos estacionados no pátio e a gente podia chegar BEM PERTINHO!!! O dos PQD era uma beleza, um monstro de dois motores radiais enormes, asa alta, empenagem borboleta, parecia uma locomotiva alada. Não tinha porta, só a abertura que ficava na lateral da parte traseira da fuselagem. Era cinzento com estrelas amarelo e verde nas asas. Os da Esquadrilha da Fumaça eram os célebres NA T6 ( te-meia), a pintura era branca com um raio estilizado em vermelho que ia do nariz até a cauda, a ponta das asas e dos profundores eram vermelhas também e a parte inferior das aeronaves era azul escuro com a sigla FAB bem grande e m branco na parte média das asas. Os motores também eram radiais, do lado esquerdo ficava o tubo de exaustão por onde também era expelida a fumaça branca.
Menino de casa (não de rua), solto no meio dessa maravilha toda, gente de macacões de vôo, capacetes, pára-quedas nas costas, e conversando COMIGO!!! No meio da multidão, a Dona Enedina; “Menino, a professora sabe que tu estás aqui???” O susto logo passa e esqueço todas as preocupações com as conseqüências na euforia de ver que os motores começam a troar seu ruído ensurdecedor. Poeira, correria, todos procuram um melhor lugar para aproveitar o espetáculo inusitado... e o coração a mil é só puro deslumbramento e emoção.
Desde que vi o primeiro avião decolar, não sei quando, meu coração decola com ele, voa com ele até onde a vista alcança. E naquele dia eles ficavam todo tempo no meu campo de visão, o ronco dos motores era música no meu coração.
O Vagão Voador dos PQD começou a tomar altitude voando em círculos bem de vagar em torno do aeródromo e com os motores em potência máxima (WOOOMMMM, WOOOMMMM), de repente ele quase pára, reduz os motores e uma porção de pontinhos parece que é despejada pela portinha, são os PQD. Naquele tempo não se ouvia falar em salto livre e os pára-quedas eram extraídos da mochila por uma tira que ficava presa na aeronave de modo que a abertura era quase imediata ao salto. Era uma beleza ver aqueles pontinhos se transformarem em pequenos charutos que se inflavam e assumiam a forma de um imenso guarda-chuva com um homenzinho pendurado nele. Iam descendo lentamente e a gente podia vê-los aumentando e se aproximando do solo e da gente, vinham em grupos mas, por que os pára-quedas não eram controláveis, caiam espalhados e a gente corria para vê-los chegar ao chão bem de pertinho, mais ou menos como os meninos correm para pegar uma pipa caindo.
Depois dos PQD foi a vez da Fumaça. Os oito te-meia em formação passaram roncando pouco acima de nossas cabeças, era um estrondo impressionante, soltando toda aquela fumaça e depois subindo para um longo looping, um atrás do outro... se espalhando e direções divergentes para depois convergir parecendo que iam se chocar e desviando no último instante. Folha seca, rasantes, touneaus, parafusos, loopings... uma festa... e eu estava lá, vendo e ouvindo tudo, gravando para sempre na memória toda aquela maravilha.
Como diz o poeta, tudo que é bom dura pouco. As aeronaves fizeram as aproximações, pousaram, estacionaram desligaram os motores e pouco a pouco tudo tomou seu lugar. Os pilotos desembarcaram, os caminhões do Exército aproximaram-se para o povo embarcar e iniciamos a viagem de volta.
Saltei na Praça de Esportes por volta das seis da tarde, quase de noite e rumei para casa cheio de coisas para contar...
- Menino! Por onde andastes??!!! Teu pai saiu há pouco pra ir na polícia dar parte de teu desaparecimento!
Caiu a ficha, e agora? Mas mãe é mãe.
- Vai já pra cama que eu dou um jeito.
Coração explodindo com tudo aquilo dentro do peito ouço meu pai chegando...
- Tudo bem ele tá em casa.
- Cadê esse guri?!
- Deixa o menino ele já me contou tudo, agora tá dormindo, amanhã tu conversa com ele.
Não me lembro se conversei com meu pai, mas sei que por muito tempo eu passei cortando caminho pra não passar perto dele.
Desde aquele dia minha vida se cruzou com a Fumaça e com os PQD muitas vezes, onze anos depois fui fazer o curso de cabos na Força Aérea em Lagoa Santa, MG e quem eu encontro? Alguns te-meia que estavam sendo aposentados e tive a chance de ir a bordo de um deles e tirar umas fotografias sentado no assento do piloto e com meu uniforme de soldado. No ano seguinte, já cabo servindo em Curitiba, tive a oportunidade de participar da equipe que abasteceu os aviões da Fumaça em uma apresentação na Escola de Oficiais Especialistas.
Em 1985 eu era sargento controlador de vôo em Londrina e estava de serviço na torre quando por telefone recebi um plano de vôo local. Era o Cel. Braga, veterano da esquadrilha e proprietário de um dos antigos te-meia da Fumaça que estava em manutenção em uma oficina e ia sair para um vôo de experiência. Alertei o operador da Sala de Tráfego que não havia nenhuma autorização para vôo acrobático naquele dia para aquela aeronave e ele devia avisar o Cel. Braga para não efetuar acrobacias. Os te-meia não possuíam rádio e toda comunicação com a torre era por meio de uma pistola de sinais luminosos. A aeronave parou em frente à torre, voltou o nariz na minha direção e moveu os aleirões; luz verde, taxiou até a cabeceira; luz verde. Decolou e, para meu deleite, já fez um delicioso touneau. Curva à esquerda, sobrevôo do Jardim Pizza; rasantes, vôo de dorso, tudo que (não) tinha direito, e o menino lá estava outra vez, vivendo tudo de novo e com uma apresentação de ninguém menos que a Lenda Viva da Fumaça especialmente só para ele. Aproximação para o circuito, balança as asas ao passar pela torre, recebe luz verde, baixa o trem e pousa suavemente.
- Aquino, você passou um Rádio de Infração de Tráfego do Cel. Braga!!!
- Ora chefe, ele cometeu a infração...
- Mas esse homem é um ás da aviação!
- Infração é infração, para os manicacas e para os ases, mande o rádio.
- Mas...
- Sub Rossini, o chefe do DAC é ele mesmo, este rádio vai parar na mesa dele e ele vai rir muito. Vamos fazer o nosso serviço...
Em 2000, fui passear em Florianópolis e encontrei um modelo de plástico para montar de um NA T-6. Comprei-o, pintei com o padrão da Fumaça e agora estou olhando para ele pendurado no teto de meu escritório numa atitude de vôo picado e o menino sorri...

Ontem, 17 de fevereiro de 2006, meus dois filhos foram de carro assistir uma apresentação da Fumaça, o menor estava na escola e eu telefonei para a supervisora avisando que o mais velho iria apanhá-lo para um compromisso. Será que o menino...

fevereiro 16, 2006











primeira semana de aulas - 2ºG, 2ºH, 2ºI e 3ºD

Finalmente em casa após quatro semanas de triciclo.













Durante o trajeto final, rebocados pelo Dani e à noite, quase REATROPELAMOS este cavalo morto na estrada.













Enquanto esperamos a Cris descansa.













O Black quebrou a pouco menos de 100km antes de chegar em casa, telefonamos pro nosso filho Daniel e ficamos esprerando ele vir nos rebocar.









13 de janeiro

fevereiro 15, 2006




12 de janeiro





11 de janeiro

11 de janeiro,
Manhã de sol, após a noite de chuva leve e contínua. Fazemos o desjejum e tiro fotos com a dona do Hotel, uma simpática professora. Vamos até uma oficina para resolver um problema no freio, depois aproveito para umas fotos em frente a um restaurante que tem um belo jardim com esculturas ambientes que lembram o Pantanal.Saímos de Rio Verde às 8;30 e logo em frente encontramos a nossa amiga chuva que vai nos acompanhar até quase Porto velho. Chegamos à entrada para Jaciara às 3;30 e decido desviar o caminho para conhecer Dom Aquino (um antigo sonho de grandeza; conhecer a cidade que leva o mesmo nome que eu). Estrada ruim, muito buraco e chuva intensa, quase desisto. Chegamos a D. Aquino às quatro da tarde, faço umas fotos no monumento de Boas Vindas do Lions Club e ao entrar na cidade o Black quebra. Empurramos ladeira abaixo (por sorte era uma descida) até uma oficina onde depois de cerca de uma hora (e 150 reais!) o problema está resolvido. Vamos conhecer o Centro Cultural onde posso conhecer alguma coisa a respeito do tal parente (o D. Aquino), ele era um bispo da região e foi governador do estado não me lembro quando, além de ter sido membro da Academia Matogrossense de Letras. Saímos de lá às 5;50 e chegamos em Jciara já à noite. Nos hospedamos no Hotel Toquinho, a chuva passa lá pelas 6;40 e vamos a pé até o Supermercado comprar um lanche. Vamos dormir e a chuva recomeça.







fevereiro 05, 2006