setembro 23, 2005

Buscando uma coisa e descobrindo outra

Luís Aquino

Como requisito para aprovação na disciplina Prática de Ensino de Língua Inglesa I, participei de um estágio de observação no qual pude ter um contato inicial e parcial com as atividades de um professor em sala de aula e sua interação com os alunos. Observei apenas dois professores, os quais atuavam no ensino fundamental e médio. Reconheço que mesmo a carga horária mínima exigida é muito pouco para se ter uma idéia daquilo que realmente acontece em uma sala de aula mas uma coisa me intrigou; parecia que os professores não tinham um direcionamento preciso de suas atividades. Era como se tudo estivesse acontecendo de uma maneira não definida, como se o planejamento não tivesse um objetivo suficientemente claro, como se eles não tivessem se perguntado o que realmente queriam de seu trabalho, para quê realmente estavam em sala de aula. Concluí nessa observação que os professores não tinham consciência de seu direcionamento ao ensinar, eles não compreendiam claramente qual era a sua concepção de língua e por isso ensinavam de uma maneira imprecisa, simplesmente cumprindo um ritual determinado e preestabelecido pelo sistema.
Até aquela ocasião eu pensava que já sabia qual era o meu direcionamento, pretendia enfatizar o aspecto leitura e acreditava que era comunicativo. Naquele momento começou a surgir, inconscientemente, a pergunta que viria aflorar na segunda fase de meu processo de aprendizado de ensino de língua inglesa; “Qual é o meu conceito de língua?”.
Com a Prática de Ensino II veio então a outra fase, agora eu seria o professor. Para isso eu deveria elaborar um projeto de mini-curso e ministrá-lo para uma dada clientela. Como já havia decidido enfatizar a leitura, resolvi montar um curso de leitura voltado para alunos que iriam prestar vestibular. “Quais as implicações da aplicação destas estratégias de leitura na construção de leitores em língua inglesa?” Seria o questionamento de minha pesquisa, mas uma surpresa me estava reservada...
Comecei a pesquisar literatura que pudesse me auxiliar na elaboração do projeto e dentre os consultados dois livros me chamaram a atenção; “Leitura de textos em inglês: uma abordagem instrumental”, de autoria de uma equipe de mestrandos da Universidade Federal de Minas Gerais e “O Domínio da leitura em inglês: a reconstrução crítica de textos” de Nádia Oliveira. Minha formação militar me predispõe a seguir modelos estabelecidos, simpatizei com a maneira como o assunto foi abordado no “Leitura de Textos...” e resolvi usá-lo como base do meu projeto com alguns ajustes e adaptações.
Uma das coisas que me chamou a atenção nessa obra é um anexo contendo formação de palavras por prefixação e sufixação. Sempre usei, embora de maneira inconsciente, a estratégia de inferir significados num contexto pela identificação das classes gramaticais das palavras e esse anexo clareou meu entendimento. Agora pude perceber de maneira consciente por que em minhas leituras scanning eu sempre passava por alto algumas palavras cujo significado desconhecia; eram adjetivos ou mesmo advérbios que eu reconhecia como tais e só procurava seus significados quando percebia que isso era muito importante para a compreensão. Entendi que seria essencial incluir no meu mini-curso as informações necessárias para que os alunos pudessem eles mesmos reconhecer de maneira automatizada a classe gramatical de uma palavra ao escanear um texto.
Selecionei 17 textos, a maioria da referida obra, e alguns outros que mostraram estar de acordo com meus objetivos e preparei o anexo de maneira a ser ele mesmo um mini-curso dentro do projeto. Escolhida a escola e os alunos, começamos as aulas e aquilo que eu pretendia que fosse um curso direcionado ao aspecto comunicativo da leitura acabou tomando outro rumo.
No decorrer do curso uma coisa começou a ficar evidente, eu tentei ir para um lado, mas o caminho tomado me levou para outro e aí veio a surpresa; minha pergunta de pesquisa acabou ficando sem importância pois encontrei uma resposta muito mais importante mesmo sem formular a pergunta.
Era “elementar meu caro”, eu acabei descobrindo que na realidade meu direcionamento é estruturalista. É por isso que eu prefiro seguir modelos, eles já têm uma estrutura onde posso colocar as idéias. Foi por isso que decidi colocar as informações sobre classe de palavras no programa do mini-curso elas estão diretamente relacionadas à estrutura da língua. Minha maneira de conduzir uma aula me mostrou que dou atenção às estruturas onde se pode montar a comunicação. Creio que agora posso com mais tranqüilidade e segurança preparar minhas aulas, definir objetivos e prever quais resultados esperar.
Porto Velho, out 2001
Luís Honório Rodrigues Aquino
Acadêmico do último período do Curso de Letras/Inglês na Universidade Federal de Rondônia

setembro 12, 2005

solidariedade

Estes textos foram produzidos pelos alunos do 3º ano E, noturno, do
CEEJA Pe Moretti, sob orientação do prof Es Luís Aquino, como parte do Projeto Cidadania da SEDUC em 01/09/2005.




SOLIDARIEDADE

Solidariedade é você participar com sua comunidade, é ver seu vizinho passando necessidade e estender a mão, ajudá-lo como você puder; com alimentos, roupas e também com um pouco de palavras – um conselho amigo.
Solidariedade é também você ser gentil com as pessoas, dar um “bom dia”, um “boa noite”, dizer “obrigado”, dar um sorriso...
Solidariedade é você também ter educação, não jogar lixo na rua, na sala de aula ou mesmo dentro de sua própria casa – é colaborar com a limpeza.

Jeane





PROBLEMAS

Será que esses problemas são só meus? São tantos, não é verdade? Política, família, trabalho, amigos, religião, escola – enfim, tudo que acontece, que olhamos e dizemos é um problema, se torna um problema. Você passa a vê-lo de uma forma complicada embora os outros não achem.
A escola, por exemplo, tem problemas com os alunos, professores, diretores. Os horários – todo dia muda. Você nunca sabe qual será o primeiro tempo, qual será o próximo professor... Será que esse problema é só da direção? Não, de alguma forma é de todos. O que fazer para melhorar realmente eu não sei. Cada uma dessas pessoas que compõe a nossa equipe, desde a direção até o guarda, tem problemas. Muitos deles queriam a solidariedade de um amigo para ajudar de alguma forma – até um abraço às vezes resolve.
No colégio a gente resolve de outra forma, uma reunião talvez.
A direção tem que sentar e conversar.

Josiane







Problema

Educação, organização, solidariedade – são problemas que tenho enfrentado na minha escola.
- Trabalho como vendedor autônomo, levanto todo dia às 5:30 da manhã, começo a me organizar para sair para o trabalho pois minha preocupação é não atropelar o horário. Quando saio para trabalhar, estou sempre perguntando a mim mesmo se tenho sido solidário com meu próximo pois necessito no meu dia-a-dia ter sempre um sorriso no rosto, uma palavra amiga. Para ter êxito nos meus negócios tenho que estar de bem com a vida.
A educação é um ato de cidadania que preciso a cada dia aprender, sei que para alçar esse grande milagre necessito ser completamente pelo poder de Deus, preciso aqui aprender a ser um cidadão do céu.

Josué




Solidariedade, à busca da diferença no mundo

Às vezes nos deparamos com situações inusitadas onde achamos que tudo e todos não podem nos ajudar, mas se notarmos veremos que só com a ajuda do próximo somos capazes. Sendo assim deveríamos nos preocupar com os problemas e objetivos dos outros, pois resolvendo os seus problemas nos satisfazemos com sua felicidade.Não fazer para receber aplausos ou fama, mas sim por satisfação própria.
Não é de hoje nem de ontem que escutamos “Ajude o próximo!” mas sim de décadas e décadas. Nós não nos damos conta disso, pois quando vemos alguém com problemas achamos que isso é uma coisa dela e não devemos nos meter, mas, ao contrário, temos obrigação de ajudá-las para que nós e o mundo sintamos a felicidade, honestidade, solidariedade, respeito, amor, paz e muitos outros sentimentos que, se passados adiante, fará a diferença no nosso mundo.

Vanessa Silva





Solidariedade

Hoje presenciei um fato que me deixou angustiada, pois neste mundo se prega a palavra “solidariedade” e o que mais se vê é covardia.
É muito fácil você abrir a boca e dizer palavras bonitas, chegar em uma certa comunidade prometendo para algumas pessoas pobres aquilo que para elas seria o básico. É muito fácil você querer dar bons exemplos dizendo que ajuda no “Criança Esperança”. Agora te pergunto; se você vê alguém na rua te pedindo uma ajuda, na certa você pensa – “C... será que vou ajudá-lo?” se você sabe que uma criança dorme na rua, cheirando cola no centro de Porto Velho, ou em outro lugar, você pega, leva pra casa, dá um banho e uma refeição? É muito fácil falar, mas fazer...
Faça sua parte, olhe ao seu redor.

Eclésia





Solidariedade


O mundo de hoje está doente, tem muitas coisas que precisam ser tratadas. O ruim é que tem poucos médicos que realmente querem curar a doença do mundo.
Entre tantas doenças, o que me chama mais a atenção é o UTI da solidariedade, estamos em busca constante de saber quem vai curar e nessa procura desenfreada, esquecemos que nós também fazemos parte.
Podemos fazer algo, mudar esse quadro. Podemos começar na nossa própria casa, vizinhos, comunidade e assim vai..
Tem famílias onde não há união entre irmãos, deixando de ajudar quando mais precisa, por egoísmo ou falta de entendimento.
Estamos tão trancafiados em nosso “mundinho” que nem ao menos conhecemos os nossos vizinhos. Outro dia uma vizinha passou mal, sozinha pois os filhos estavam trabalhando. Só não morreu por misericórdia de Deus. É algo que não deveria acontecer jamais.
Devemos sim conhecer todos os que estão à nossa volta, sem criticar e sim ajudar. Conhecer seus filhos, seu marido, ter um bom entendimento, será sim, um bom começo. Só assim conseguiremos tirar a solidariedade da UTI e curá-la.
Se você conseguir ser solidário com os de casa, com certeza fará o melhor lá fora.


Greicy Priscila





Solidariedade

Temos que ser prestativos e lutar pelos nossos direitos, além também dos deveres, ser honestos para com nosso próximo.
A vida sempre nos prende a algo , como se tudo estivesse resolvido, não fazermos por obrigação mas sim por fraternidade, temos que ser fraternos uns com os outros.
A cidadania também caminha junto a essa questão de solidariedade; fazermos nossos deveres, sem pedirmos nada em troca, não por obrigação, mas por amor ao próximo.
Respeito e amor são fundamentais à vida de qualquer se humano, tudo tem que se fazer com amor, todos os nossos objetivos serão assim alcançados.


Andressa







O que penso sobre a vida

Desde pequeno escuto as pessoas falarem com muita naturalidade que vivem o dia de hoje como se fosse o último, mas eu , particularmente, nunca concordei com essa teoria de vida de algumas pessoas. Um dos motivos que me levam a não concordar com isso é achar que ninguém sabe o que esperar do dia de amanhã.
Creio eu que a vida é igual a construir uma parede, ninguém jamais conseguirá colocar todos os tijolos de uma vez, sempre de um por um, sempre com cuidado para não derrubá-los.
Uma outra pergunta que me faço sempre é; “A vida é fácil de ser vivida ou somos nós que a complicamos?”
Uma série de fatores contribuem para que essa resposta seja um pouco difícil de responder.


Paulo Rodrigo






Solidariedade

Eu tenho solidariedade, e você? Às vezes me pergunto como seria o mundo se tudo fosse só solidariedade – você sabe? Pois eu imagino, seria uma maravilha. Às vezes me pego pensando que este mundo que vivemos é só tristeza; muito tem para ser feito mas poucos fazem. Com isso quero dizer; “Que bom seria se você parasse para pensar começasse a agir”.
Pensar que posso ajudar este mundo ou este país, ou este bairro ou esta cidade em que vivo!
Sempre olhei ao meu redor e só vi miséria, crianças fora da escola, pessoas doentes, fome, criminalidade etc. tudo isso acho que é falta de solidariedade dos nossos governadores, pois se eles em vez de tirar do povo, pudessem investir no povo tudo mudaria neste mundo.
Pois lhe digo caro amigo, olhe só ao seu redor e reflita com você mesmo – Em que posso ser solidário? Ajude hoje e amanhã, se precisar , você será ajudado. Pense em que futuro você quer que seu filho tenha, como será o local que ele viverá?
Então, se puder fazer hoje, não deixe para amanhã, seja solidário, você só ganhará, nunca perderá. Pense nisso para melhorar nosso mundo.



Novon Soares Ramos







Solidariedade

Solidariedade não pode nunca andar só, se possível, acompanhada com cidadania e força de vontade, compaixão e fraternidade. Tudo isso será uma união que não poderá ser vencida.
Se todos fôssemos solidários o mundo não estaria assim, com guerras por causa de algo material, ou terra ou petróleo.
A solidariedade é um esforço por algo melhor, paz, amor e compreensão.
Tentemos e conseguiremos fazer um mundo solidário.


Sandra Maria






Ser solidário

No mundo atual, creio que o que está dificultando a harmonia e a solidariedade entre as pessoas seja a violência e a corrupção. Estamos tão cansados de levar pancada da vida que terminamos nos fechando para os problemas dos outros. Pessoas que confiamos, (amigos, políticos) nos decepcionam tanto que terminamos abandonando a vida em comunidade. Muitas vezes não resolvemos nem os nossos próprios problemas, vamos empurrando com a barriga e quando acordamos estamos comum problema muito maior.
Ser solidário é procurar a razão dos problemas e combater antes que aconteçam.

Milton







Estudar

Aos 29 anos, estou sentado em uma carteira de sala de aula, com um problema que vem me acompanhando durante muito tempo. Qual é o problema? Darei um nome a ele! O problema chama-se “estudar”.
Quando estudei na alfabetização fui um bom aluno, quando estudei no primário também fui um bom aluno, depois que passei para o ginásio fui melhor, mas nunca tive vontade realmente de estudar. Parei muitas vezes no 2º grau por que não tinha estímulo.
Hoje, aos 29 anos, percebi que o estudo é fundamental em nossas vidas, mas continuo do mesmo jeito, empurrando com a barriga. No entanto quero terminar meus estudos, mas sinto que para isso tenho que ter estímulo. Que tal chegar no colégio e assistir a todos os tempos de aula?
A escola em si precisa se reavaliar e se reorganizar, principalmente em relação aos horários, para que nós, os alunos e professores, possamos chegar na sala de aula sabendo exatamente o que fazer.
Considero isto uma crítica construtiva, pois adoro o colégio e os professores e todos os da equipe, mas eu vim para estudar e o tempo é curto.


Eduardo Vasconcelos




Tenho vários problemas;

Quem poderá me ajudar?
Quem poderá me entender?
Você sabe? Se você não sabe eu sei, mas o mais difícil é que eu sei quem poderá me ajudar e não estou conseguindo entregar tudo que está acontecendo comigo para essa pessoa. Essa pessoa não! Ele não é uma pessoa, Ele é um espírito! Ele é como um fogo, que quando brincamos com Ele, muitas vezes nos damos mal, mas quando levamo-Lo a sério tudo parece ser fácil. E é fácil!
Ele é nosso dono, aliás, Ele é dono de tudo. Você, com certeza, já sabe de quem estou falando, é dEle mesmo, Aquele que consegue transformar nosso coração de pedra em um de carne. Ele faz coisas tremendas em nossas vidas.ele é tudo de bom, para quem tem a oportunidade de conhecê-Lo, aliás todos têm essa oportunidade. Só que muitos não imaginam o quanto ele transforma uma pessoa.
Enfim, Ele é tudo!
Eu tive um encontro com Ele e hoje sou outra mulher. A minha maneira de perdoar é suave, o meu coração é leve, os caminhos, as intenções são as melhores.
Eu sou uma mulher muito feliz diante da presença dEle.
Convido você a ter este encontro que eu tive.
Você quer?


Míriam